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Texto: Cris Manfro 07/11/2019 0 Comment.

Eu errei, mas o outro…

Reconhecer nossos erros nem sem sempre é uma tarefa fácil, usamos de alguns artifícios para justificar ou mascarar o problema. A famosa frase “eu errei, mas o outro…” é bastante falada quando tentamos nos defender das falhas que cometemos. Leia a seguir a história de um fazendeiro e seus animais que justificam seus erros com o erro dos outros animais.

A galinha andava incomodada com o porco e suas “porquices”. Preocupada com a reputação da fazenda, por causa do suíno, foi até o fazendeiro e relatou o que o animal andava aprontando. O fazendeiro bravo foi tirar satisfação com o porco que tratou de dizer que reconhecia ter errado, mas que era pouco perto das “galinhagens” que a galinha vinha fazendo, e que isso sim é que trazia má fama à fazenda. Ele deixou o porco para lá e foi falar com a galinha.

Ela em prantos falou que errou, mas não havia feito nada que não fosse comum e que o fazendeiro devia era olhar para a vaca. Contou que ela andava pulando a cerca, e até pensava que a grama do vizinho era mais verde. Perdeu as contas de quantas vezes viu a vaca pulando a cerca e que ficava triste pelo fazendeiro. Ele deixou a galinha e foi falar com a vaca.

A vaca virou touro com a abordagem do fazendeiro dizendo que ele olhasse para burro que passava os dias sem fazer nada na sombra, quando devia estar ajudando nas diversas tarefas. O fazendeiro então foi falar com o burro, para ver o que estava acontecendo. Ele disse que, não achava justo ter que trabalhar sendo que o cachorro da fazenda não tinha papel algum e que os buracos que apareciam no terreno e que deixavam o fazendeiro possesso eram obras do cachorro. “Pronto falei”, disse o burro.

O fazendeiro foi falar com o cachorro que disse para ele olhar para o rabo do gato “ruaceiro” que só aparecia para comer, sendo que nem os ratos ele caçava. Indo falar com o gato, este perguntou se tinha olhado para o pato metido a ganso, que metia banca pra cima de todos e com cara angelical enganava o fazendeiro.

O fazendeiro desnorteado e entristecido em ver a fazenda em desalinho, com fofocas, uns falando os “podres” do outro, sem ser equipe e ele, sem saber como controlar o problema, ficou desesperançado. Perdeu a confiança e esperança na sua turma. Desmotivado, desistiu de tudo e foi pra cidade.

Chegando o novo fazendeiro, a galinha tratou de alertar que a culpa do que tinha acontecido era do porco. O fazendeiro achou que ela falava demais e fez uma canja dela. O porco tratou de tirar o “seu” da reta e falou da vaca. O fazendeiro mandou carnear os dois para ser justo. O burro saiu fazendo de tudo, e foi mostrar como ele era mais produtivo que o cachorro. Por odiar “diz que me disse”, vendeu o burro. O cachorro baixou as orelhas, o gato achou melhor se mandar, e o pato jurou não se meter a ganso.

Concluímos que todos perderam querendo se livrar da culpa e transferindo-a para os erros dos demais. O que podemos tirar de aprendizado com essa história é que devemos olhar apenas o que é nossa responsabilidade, sem usar a delação para se livrar de culpas. Essa atitude é feia e só traz perda para todos.

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